Exercícios multiarticulares: mais gasto energético e melhor emagrecimento

Exercícios multiarticulares são aquele atalho esperto para gastar mais energia sem treinar por horas. Já percebeu como agachamentos, remadas e avanços “puxam” o corpo todo? Vem entender por que eles turbinam o metabolismo e aceleram os resultados.

Grandes grupos musculares: por que eles aumentam o gasto energético no treino

Grandes grupos musculares pedem mais energia a cada repetição. Quando você ativa pernas, glúteos, costas e peito juntos, o corpo trabalha mais. O batimento sobe, a respiração acelera, e o gasto calórico aumenta. Exercícios multiarticulares fazem isso o tempo todo, pois envolvem várias articulações e músculos.

Quanto mais músculo entra no jogo, maior a demanda por ATP, a “moeda” de energia. O corpo precisa levar oxigênio para os tecidos e remover resíduos mais rápido. Isso eleva a ventilação, a temperatura e o esforço total do treino. O resultado é um gasto energético maior em menos tempo.

Como o corpo gasta mais energia

  • Recrutamento amplo: quadríceps, glúteos e lombar trabalham juntos em movimentos de base.
  • Estabilizadores ativos: abdômen e costas estabilizam o tronco e consomem energia extra.
  • Alcance de movimento: maiores amplitudes exigem mais trabalho mecânico por repetição.
  • Fase excêntrica: descer sob controle aumenta a tensão e o custo energético.
  • Efeito EPOC: o corpo segue gastando após o treino para recuperar. É o “afterburn”.

Esse EPOC é o consumo extra de oxigênio pós-exercício. Ele ajuda o corpo a voltar ao equilíbrio. Repor energia, reparar fibras e normalizar a temperatura também gastam calorias. Treinos com grandes grupos tendem a elevar mais esse efeito.

Exemplos que ativam grandes grupos

  • Agachamento livre: trabalha quadríceps, glúteos, posteriores, core e parte superior para estabilizar.
  • Levantamento terra: aciona cadeias posterior e anterior, com grande demanda neuromuscular.
  • Avanço e passada: combinam equilíbrio, força unilateral e amplitude de movimento.
  • Remada curvada: costas, bíceps e core ativos, com forte controle da postura.
  • Barra fixa: dorsais, bíceps e escápulas, pedindo grande coordenação do tronco.
  • Supino reto: peito, tríceps e ombros, com apoio do core para estabilidade.
  • Push press: pernas e ombros juntos, transferindo força do solo para a barra.
  • Kettlebell swing: hinge de quadril, cadeia posterior e ritmo cardiovascular intenso.

Dicas para ajustar o treino

  • Use cargas moderadas com técnica limpa. Evite compensações e “roubar” o movimento.
  • Mire de 6 a 12 repetições, conforme o objetivo e a fase de treino.
  • Descanse 45 a 90 segundos em blocos mais metabólicos. Ajuste se necessário.
  • Controle a cadência: desça devagar e suba com potência, mantendo o eixo alinhado.
  • Varie bases, pegadas e amplitude para recrutar fibras diferentes com segurança.
  • Organize superséries ou circuitos com empurrar e puxar, alternando segmentos.
  • Respire ritmado. Expire na fase de esforço para estabilizar o tronco.
  • Comece simples: agachamento com halteres, remada com elástico e passada.
  • Progrida para barra, terra e variações mais técnicas com orientação.

Comparação rápida com exercícios isolados

Movimentos isolados focam um músculo por vez e gastam menos energia por série. Eles ajudam na correção e no volume local. Porém, não igualam o custo sistêmico dos grandes multiarticulares. O melhor cenário usa ambos, com foco maior nos compostos.

Variações em casa e em pouco espaço

  • Agachamento goblet com halter ou mochila. Fácil de ajustar a carga.
  • Passadas no corredor, com elástico no quadril para mais tensão.
  • Remada com elástico preso na porta, controlando a volta.
  • Flexão de braços com mãos elevadas para aprender e mãos no chão para progredir.
  • Hip hinge com kettlebell ou mochila, focando quadril e coluna neutra.

Planeje a sessão com 4 a 6 movimentos compostos. Mantenha a técnica afiada. Ajuste volume e descanso para sustentar o gasto energético sem perder qualidade.

EPOC em ação: o efeito pós-exercício que continua queimando calorias

EPOC é o consumo extra de oxigênio após o treino. Ele mantém o gasto energético mais alto enquanto o corpo se reorganiza. Você respira mais, transpira um pouco e sente calor por mais tempo. É o chamado “afterburn”.

O que é EPOC na prática

Depois do esforço, o corpo precisa repor energia nas células. Ele restaura o ATP, que é a “bateria” muscular. Também remove subprodutos do treino e regula a temperatura. Reequilibra hormônios e repõe oxigênio nos tecidos. Todo esse trabalho consome calorias extras por algumas horas.

A duração do efeito pós-exercício depende da sessão. Treinos mais intensos e densos tendem a prolongar o efeito. Envolver grandes grupos musculares também ajuda. O corpo tem mais tecido para reparar e resfriar.

O que aumenta o EPOC

  • Intensidade relativa: trabalhar perto do seu limite seguro eleva a recuperação.
  • Exercícios multiarticulares: agachamento, terra, remada e supino recrutam muito músculo.
  • Densidade do treino: descanso mais curto mantém o esforço global alto.
  • Volume moderado-alto: mais séries úteis geram mais demanda pós-treino.
  • Controle excêntrico: descer devagar aumenta a tensão e o custo energético.
  • Intervalos vigorosos: blocos de HIIT bem dosados ampliam o afterburn.

Estratégias simples para potencializar

  • Aqueça de forma progressiva por 5 a 8 minutos, sem pressa.
  • Use blocos intervalados de 30 a 60 segundos por exercício.
  • Monte superséries alternando empurrar e puxar para otimizar tempo.
  • Priorize compostos antes dos isolados. Deixe detalhes para o fim.
  • Mantenha cadência controlada. Suba com potência e desça sob controle.
  • Descanse 45 a 90 segundos em blocos mais metabólicos, ajustando à técnica.
  • Finalize com um finisher curto, como swings, bike ou corda.

Modelos de sessão

Iniciante

  • Agachamento goblet 3×10-12, descanso 60s.
  • Remada com elástico 3×12, descanso 60s.
  • Passada alternada 3×10 por perna, descanso 60s.
  • Flexão de braços 3×8-12, apoio se precisar, descanso 60s.
  • Finisher: bike 5 minutos variando 30s forte e 30s leve.

Intermediário

  • Agachamento livre 4×6-8, descanso 90s.
  • Remada curvada 4×8-10, descanso 90s.
  • Supersérie: levantamento terra romeno 3×10 + push press 3×8, descanso 75s.
  • Finisher: kettlebell swing 6x30s, 30s de pausa controlada.

Erros que reduzem o efeito

  • Fazer HIIT muito pesado todos os dias e acumular exaustão.
  • Ignorar a técnica para “queimar” mais e perder qualidade.
  • Descansar demais entre séries e derrubar a densidade.
  • Ou descansar de menos e ver a técnica desabar.
  • Treinar só músculos pequenos e deixar os grandes de lado.

Recuperação que conta

  • Hidrate-se ao longo do dia. A água ajuda no transporte de oxigênio.
  • Garanta proteína de qualidade para reparar fibras.
  • Inclua carboidratos após treinos intensos para repor energia.
  • Faça caminhada leve ou mobilidade para acelerar a circulação.
  • Durma bem. O sono organiza hormônios e o reparo muscular.

Use o EPOC a seu favor com escolhas simples e consistentes. Ajuste volume, intensidade e descanso às suas respostas. Mantenha a técnica como prioridade em cada série.

Exercícios multiarticulares para emagrecer: exemplos práticos e ganhos de força e metabolismo

Exercícios multiarticulares aceleram o emagrecimento porque usam grandes grupos musculares. Eles elevam o gasto energético durante e após o treino. Você preserva massa magra e melhora a força base. O metabolismo segue ativo por mais tempo, com ajuda do EPOC pós-exercício.

Exemplos práticos na academia

  • Agachamento livre: 4×6-8, descanso 90s. Foque joelhos alinhados e coluna neutra. Desça controlando e suba com potência.
  • Levantamento terra romeno: 3×8-10, descanso 75s. Empurre o quadril para trás e trave o core. Sinta a cadeia posterior.
  • Remada curvada: 4×8-10, descanso 75-90s. Puxe com as costas, não só com os braços. Mantenha escápulas ativas.
  • Supino reto: 4×6-10, descanso 90s. Pés firmes, abdômen ativo e trajetória estável. Evite perder tensão.
  • Barra fixa ou gravitron: 3×6-10, descanso 90s. Use pegada firme e queixo acima da barra. Controle a descida.
  • Passada caminhando: 3×10 por perna, descanso 60-75s. Passos largos, tronco alto e calcanhar firme no chão.
  • Push press: 3×6-8, descanso 90s. Transfira força das pernas para os ombros. Cotovelos sob a barra.
  • Kettlebell swing: 6×20-30s, 30s de pausa. É hinge de quadril, não agachamento. Ritmo constante.

Variações em casa e com pouco equipamento

  • Agachamento goblet com halter ou mochila: 4×10-12. Cotovelos apontando para baixo. Pise firme.
  • Flexão de braços em bancada: 4×8-12. Eleve as mãos para facilitar. Traga o peitoral à frente.
  • Remada com elástico na porta: 4×12-15. Segure a volta com calma. Pense em “trazer o peito ao elástico”.
  • Passada reversa com mochila: 3×12 por perna. Toque leve no chão e suba estável.
  • Hip hinge com mochila: 4×10. Coluna neutra e glúteos ativos. Respire ritmado.

Ganhos de força e metabolismo

Movimentos compostos recrutam mais fibras por repetição. O corpo precisa de mais oxigênio e energia. Isso aumenta a frequência cardíaca e a ventilação. O EPOC aparece na recuperação e mantém a queima. Você reconstrói fibras e repõe ATP, a “bateria” muscular. O processo exige calorias extras por horas.

Como organizar a semana

  • Dia A (joelho dominante): agachamento livre, passada, remada. Finalize com swings curtos.
  • Dia B (quadril dominante): terra romeno, barra fixa, flexões. Termine com bike ou corda.
  • Dia C (full body rápido): supino, agacho goblet, push press. Circuito denso e técnico.

Mire 6 a 12 repetições na maioria das séries. Use cargas moderadas e técnica limpa. Descanse 45 a 90 segundos em blocos mais metabólicos. Controle a cadência: desça devagar e suba com força. Aumente a carga quando fechar o topo das repetições sem falhar.

Erros comuns e ajustes

  • Buscar só “queimar” e esquecer a postura. A técnica sempre vem primeiro.
  • Descansar demais e perder densidade. Ou descansar de menos e bagunçar o gesto.
  • Ficar preso em máquinas isoladas. Priorize compostos e complemente com isolados.
  • Não variar pegadas, bases e amplitudes. Pequenas mudanças recrutam fibras novas.
  • Pular aquecimento e mobilidade. Cinco minutos já protegem a sessão.

FAQ – Exercícios multiarticulares, EPOC e emagrecimento

O que são exercícios multiarticulares e por que ajudam no emagrecimento?

São movimentos que usam várias articulações e grandes grupos musculares. Eles elevam o gasto energético, preservam massa magra e aumentam a força.

Como o EPOC continua queimando calorias após o treino?

O corpo consome mais oxigênio para se recuperar, repor ATP e reparar fibras. Esse processo gasta calorias extras por algumas horas, dependendo da sessão.

Quantas vezes por semana devo fazer exercícios multiarticulares?

De 3 a 4 sessões é um bom começo. Dê 24 a 48 horas de intervalo para o mesmo grupo muscular, conforme sua recuperação.

Quais exemplos práticos posso usar na academia e em casa?

Na academia: agachamento, terra, remada, supino, barra fixa e push press. Em casa: agachamento goblet, flexões, remada com elástico, passada e hip hinge.

Como ajustar carga, repetições e descanso para emagrecer?

Use cargas moderadas com técnica limpa. Trabalhe 6 a 12 repetições e descanse 45 a 90 segundos, mantendo a cadência controlada.

Exercícios multiarticulares substituem os isolados?

Não. Eles são a base do treino para emagrecimento e força. Use isolados como complemento, para corrigir pontos fracos e aumentar o volume local.

Dr Juliano Riedel - Farmacêutico
Dr Juliano Riedel - Farmacêutico

Farmacêutico apaixonado por estética e saúde, Juliano Riedel é o criador do barrigasaradinha.com.br, um espaço dedicado a inspirar mulheres a conquistarem equilíbrio, autoestima e bem-estar. Especialista em Terapia , une ciência e práticas naturais para promover vitalidade e qualidade de vida.

Com visão inovadora, desenvolveu o Sistema Exclusivo de Soluções Automatizadas Barriga Saradinha, que oferece orientações inteligentes e personalizadas para ajudar mulheres a alcançarem seus objetivos de forma segura e sustentável.

O conteúdo do blog tem caráter informativo e educativo, e não substitui o acompanhamento de médicos, nutricionistas ou farmacêuticos. Juliano acredita que cuidar da estética é também cuidar da saúde e da mente — um verdadeiro ato de amor-próprio.